quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Projeto Plácido e Pablo -- Revisado -- Poema: maré

4 novembre 1935 (I) (II) 

(I)

j’ai vu sortir
ce soir
du concert
de la salle Gaveau
la dernière
personne
et puis je suis allé un peu plus loin dans la même rue au
bureau de tabac chercher des allumettes


(II)

miroir dans ton cadre de liège – jeté sur les vagues au milieu de la mer – tu ne vois pas que l’éclair – le ciel – et les nuages – ta bouche ouverte est prête – à avaler le soleil – mais que l’oiseau passe – et vive un seul moment dans ton regard – le voilà perdant ses yeux – tombes dans l’eau – aveugle – et quels rires alors – à ce moment précis – ne feront elles les vagues

(I)

eu tinha visto sair
a noite
no concerto
na sala Gaveau
a última
pessoa
e depois fui um pouco mais longe na mesma rua comprar fósforos na casa de fumo

(II)


espelho na moldura – jogam ondas no meio do mar – você não me vê que sorriso – o céu – e as nuvens – tu boca aberta é linda – apaga o sol – mesmo que o pássaro passe – e viva um solitário momento de recordação – lá estão seus olhos perdido(s) – cego(s) – e aqueles risos então – na hora agá – não fizeram maré 

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