terça-feira, 5 de maio de 2015

Pancetti, quadro. Poema: dezessete anos

dezessete anos

À memória de Fê

Irmão engraçado que a maioria ainda desconhece a força da ilusão
Todos juntos poderíamos sonhar um país
Mas não conseguimos nem estender as mãos
Num aperto frágil mas sincero
Não conseguimos mais ser sinceros porque queremos o que é do outro sem esforço

Ninguém gosta da força da descoberta no processo todos só querem o resultado corrido apertado em peitos cada vez mais juvenis engraçado que achávamos que éramos jovens mas hoje acho que éramos (e somos ainda) eternos na capacidade de amar mesmo sem nos tocar há mais de dezessete anos...

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