quinta-feira, 9 de junho de 2011

NELSON MELLO E SOUZA, escritor e filósofo

"Sabe que a grande obra não é a que mais vende, é a que sobrevive. E se sobrevive, se merece a atenção da posteridade, é porque, como diz o solitário Franz Kafka, "nos atinge como um soco no rosto, como um suicídio".
São as obras que nos falam dos sobressalatos do amor,das incertezas da vida, da certeza da morte, do mistério do tempo e do enorme fardo do ego. Sendo temas comuns, são sempre individualmente tratados porque o ego traz consigo a carga da memória pessoal, o acúmulo dos desacertos e o custo de todas as perdas."
A vida se nega a ser compreendida por quem se coculta de si mesmo. Se a olharmos de frente vamos ver que o tempo somos nós. Não está no espelho misterioso em que "deixamos a nossa face", como sentiu a melancolia fatal do poeta. Nossa face, não a deixamos em lugar algum porque nela o que se reflete é a essência de nossa história. Os vincos que a deformam são os mesmos que nos constroem. E cada um tem os seus. Equívoco é o dos que buscam no viver, descuidado pela alegria do lúdico, esconder esta verdade."

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