Ramalhete animado, flor do vento,
Que alegremente teus ciúmes choras,
Tu cantando teu mal, teu mal melhoras,
Eu chorando meu mal, meu mal aumento.
Eu digo minha dor ao sofrimento,
Tu cantas teu pesar, a quem namoras,
Tu esperas o bem todas as horas,
Eu temo qualquer mal todo o momento.
Ambos agora estamos padecendo
Por decreto cruel do Deus menino;
Mas eu padeço mais, só porque entendo.
Que é tão duro, e cruel o meu destino,
Que tu choras o mal, que estás sofrendo,
Eu choro o mal, que sofro, e que imagino.
Poesia, música e pensamentos, muitos pensamentos ao vento, pensamentos em movimento...
domingo, 30 de setembro de 2012
café
dos passos descansados no lençol
lembro das lágrimas despejadas no lenço
de mesmo tecido, fino, do cachecol
que outrora usei naquela tarde fria
cujo violão era alegria
enquanto olhávamos fixos
o quadro em que nossos antepassados
sorriam de alegrias mínimas
o café passado nos aquecia
lembro das lágrimas despejadas no lenço
de mesmo tecido, fino, do cachecol
que outrora usei naquela tarde fria
cujo violão era alegria
enquanto olhávamos fixos
o quadro em que nossos antepassados
sorriam de alegrias mínimas
o café passado nos aquecia
cachecol
café
passado
quadro
passado
violão
passado
cachecol
passado
lenço
passado
lençol
passado
(passamos)
passado
quadro
passado
violão
passado
cachecol
passado
lenço
passado
lençol
passado
(passamos)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
cosmo e damião
na vida ajudar não é obrigatório
na vida corrida que levamos vamos nos distanciando de tudo de todos e às vezes nem percebemos que chove que os sonhos morrem e que com eles morremos todos enquanto nos isolamos com desgosto poderíamos rir de nossas dificuldades e juntos nos ajudarmos com carinho de pessoas normais mas de vez em quando escolhemos fingir não sentir e não sentindo não sorrir e é aí onde começam os problemas todos os problemas que inventamos para correr e nos distanciarmos não dos outros mas de quem somos e aí de vez esquecemos o cosmo e o damião (que é a ilusão)
na vida corrida que levamos vamos nos distanciando de tudo de todos e às vezes nem percebemos que chove que os sonhos morrem e que com eles morremos todos enquanto nos isolamos com desgosto poderíamos rir de nossas dificuldades e juntos nos ajudarmos com carinho de pessoas normais mas de vez em quando escolhemos fingir não sentir e não sentindo não sorrir e é aí onde começam os problemas todos os problemas que inventamos para correr e nos distanciarmos não dos outros mas de quem somos e aí de vez esquecemos o cosmo e o damião (que é a ilusão)
(doce tentativa absurda)
viver de
rimar
flor com dor
amor com anjo
doce com ilusão
solidão com música
(doce tentativa absurda)
Assinar:
Postagens (Atom)