sexta-feira, 2 de novembro de 2012

dócil

Fulano,  leia esse poema...

-- Bem escrito, mas é o óbvio, o que todos sabem!

(-- O óbvio?!

-- O que todos sabem?!)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

sabor

qual é a cor do medo?

-- VERMELHO!

-- BRANCO!

(não sei, mas quando souber a pintarei!).

eles e elas

resolvi acabar um poema
em vírgula
e aí me disseram que não podia
(esses mestres
na arte de não escrever...)
amados mestres
o poema é meu
e eu acabo como bem quiser
as regras só servem para levar o que de mais precioso temos
o tempo (de criar)

demãos

então
vamos combinar
não termos razão
isso tira
o peso
será nosso segredo
viver sempre de mãos dadas para a emoção
de não ter razão

sorryso 2

vendedores de nãos
me deixem caminhar com meu sorriso
ele não significa alegria
significa
apenas a paz do entendimento do
difícil caminho da vida

plástico

arco
ácido
pálido
flácido
plácido
marco
macro
lácio
cromático
plástico
máximo

gato

mais para
arco ácido
do que
para
marco plácido
pálido quanto a angústia do fim
sim sei que tudo um dia acabará mas não sei quando e por isso não me escondo e faço e ato
desato pinto bordo e anuncio atencioso quanto aos cios mio