terça-feira, 1 de novembro de 2011

Rio de Janeiro

cenário de meninos batedores de falta nas areias da praia de Icaraí nada ali amedronta porque imagem parada irreal cadência, ardência, demência de figuras acostumadas aos movimentos das estrelas

fios

sua colcha de medos foi costurada em quantos segredos?

alaranjados

alguns eleitos elegem eleger outros eleitos e descartam pelo nascimento os de pouco talento verdes para eles
os amarelos eleitos são eleitores de uma cor alaranjada pela vermelhidão descarada de seus medos secretos

armadilhas

a vida é fácil
o difícil na vida é não se entregar às dificuldades
não aceitar as bobagens que acabam se fixando nas nossas cabeças de crianças crescidas
ignorantes por não ignorarmos todas as armadilhas divinas, cretinas, amigas

ao relento

...esse cheiro de sentimento
na verdade é de um desejo
desejo de ser melhor
desejo de ser paciente
desejo de conseguir ver os meninos crescerem
desejo de comer a maçã do tempo
e de não precisar temer o relento
desejo de não precisar de um coberto para aquecer minhas vergonhas...

Carlos Drummond de Andrade -- Homenagem, Poema Minas

Agora te entendo
agora também já tenho segredos
ouço a voz do vento
(sua voz fina)
buscando meus pensamentos...

(agora já sei por que escrevo)

agora já consigo chorar
escrever aquelas palavras tão duras
de vidas
desgastadas que para os outros são cascas
e para nós outros
são
Minas...

OS BEBEÇAS RODGERS (parte 2)

Os Bebeças Rodgers, eram Bebeças, porque tinham cabeças inteligentes, e Rodgers, porque achavam que podiam fazer de tudo, típico jeito de crianças dos dois aos oitenta anos!

Ti ago tinha dois irmãos. Cocozinho parrudo e Apaca. Cada um com sua mania, um cuspia, o outro só pensava em falar Apaca. Era apaca isso, apaca aquilo... Não entendeu, já explico, tipo: Apaca vai chover, Apaca não quero... Por que fazia isso? Sei lá! Ah! o outro adorava sabiá!
Cage, Nicolas Cage adorava carrinhos, implicava com um vermelho, seu preferido. Abria o maior berreiro se algum dos outros artistas de sua banda de rock imaginária se metia a querer brincar com aquele seu objeto de velocidade. O moleque com aquele carrinho fazia cada arte!
Vivico era o menorzinho e por isso mais paparicado pelas primas, esperto fazia cara de santinho, se abandonava em gargalhadas, enquanto planejava alguma traquinagem... (continua num próximo episódio).