quinta-feira, 12 de maio de 2016

366 dias com poesia, 12 de maio de 2016 -- TRANSFORMAÇÃO

TRANSFORMAÇÃO

Lagartas
Não deveríamos
nos preocupar
em dar opinião
Deveríamos
nos importar
Com nossa própria
transformação...


Do livro Rascunhos Poéticos, 2012.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

366 dias com poesia, 11 de maio de 2016 -- ÁRVORE-DOR

ÁRVORE-DOR

De brincadeira
Fiz versos de amor
Na cumeeira
De brincadeira
Fiz cestas da cor
Verde da trepadeira
Sem brincadeira
Fiz versos da cor
Azul da cachoeira
Sem brincadeira
Fiz cestas da árvore-dor
De uma vida inteira...


Do livro Rascunhos Poéticos, 2012.

terça-feira, 10 de maio de 2016

366 dias com poesia, 10 de maio de 2016 -- viagem

viagem

À memória de Bertha Plácido

Amo Paris sem conhecê-la
Bem
Não sei explicar
Talvez seja toda a história que está impregnada em suas pontes
Talvez sejam suas luzes à noite
Talvez seja a tristeza que sinto e que sinto sinto muito em Paris
Talvez seja porque quero amá-la
Como se ela preenchesse uma saudade que carrego comigo das pessoas que se foram mas que estão aqui dentro
Lá na cidade luz eu tenho coragem de com ela caminhar de mãos dadas

Lá, longe de toda luta, consigo o tempo necessário para respirar minhas tristezas e não tê-la apenas como paisagem

segunda-feira, 9 de maio de 2016

366 dias com poesia, 09 de maio de 2016 -- Estrelas

Estrelas

A Jeannette Priolli

pinturas
que são contenção
desenhos
que são pura emoção
sal e idade: SAUDADE
riscos
que não são rabiscos
porque definem a direção
sobras
que não são partes
porque: INTENÇÃO!
amor
perro vermelho solidão
sim, seus olhos são: ESTRELAS


Projeto 365 dias com poesia de 2015.

domingo, 8 de maio de 2016

Giacometti, Paris sans fin, 1969

Paris reduzida para mim agora a tentar compreender um pouco a raiz de um nariz na escultura; sinto todo o espaço de fora à minha volta, as ruas, o céu, vejo-me caminhando em outros bairros, um pouco por toda parte, minha pasta debaixo do braço, parando, desenhando.

366 dias com poesia, 08 de maio de 2016 -- rei e rainha

Hoje eu só quero chorar
Não há tempo para gastar palavras
Mas quero dizer
Ainda te amar
(Como se pudesse deixar de te amar)
Sinto falta até de nossas brigas
Poucas mas boas
Onde exercíamos o direito de errar
Olhares furiosos mas intensos
Como somos
Como fomos um dia
Se me excedi foi por amor
A quem sou
A quem você foi

Um dia fui só seu e fui rei

À memória de Bertha Plácido


rei e rainha

366 dias com poesia, 08 de maio de 2016 -- enquanto nos queimamos

enquanto nos queimamos

A Angélica Plácido

quando minha mãe se foi
foi ao seu lado que chorei e chorei e chorei
te cansei de me agarrar e te espremer em abraços desesperados
não entendia como ainda não entendo essa saudade de amor
mas o amor é sentido e ainda corre em lágrimas
sempre do seu lado
me sinto mais forte e finjo ser forte para te proteger para você poder me proteger
e na luz fazemos sombra um para o outro
então ficamos juntos nos queimando cada hora dum lado
e trocamos olhares e continuamos vivendo mesmo queimados
e às vezes faz frio
e aí nos aquecemos...


(esse poema é para dizer o quanto te amo)