domingo, 2 de novembro de 2014

Millôr Fernandes, TRÊS POEMINHAS DE NOSTALGIA

PARECE QUE FOI ONTEM
Mas já estão
levando "Rebeca"
Na cinemateca.


MUDARAM OS TEMPOS
Mas continuo no bar
Vendo as moças que passam
E vestindo-as com o olhar.


QUEM DIRIA?
A história que meu filho estuda
Eu lia
Nos jornais do dia.

Millôr Fernandes, POEMINHA BLACK AND WHITE

Para ser um bom racista
Há um fator decisivo
Saber, entre o branco e o preto.
Qual dos dois é negativo.

Millôr Fernandes, POEMINHA SOCIALISTA

Pobre, rico, moço, velho,
Machão, entendido, bicha,
Tudo igualmente feliz
Ao coçar onde comicha.

Millôr Fernandes, POEMINHA COM METAIS LEVES E FERRUGINOSOS

A palavra é de ouro
O silêncio é de prata
A burrice é de chumbo
Canalhice é de lata

365 dias com poesia -- 02 de novembro de 2014, nós gente



nós gente

Insisto
Não somos adultos
Somos crianças crescidas
Palavras com vírgulas de temor
Somos crianças sem frescor porque sem verdadeira esperança
De esperar a árvore plantada dar frutos
Até porque acabamos matando tudo
E sem sementes (nós crentes)
Água (nós sofrentes) e
Nutrientes (nós gente)
Não há futuro

sábado, 1 de novembro de 2014

GROOVECLUB – SUNSET (Por do sol -- Leandro Passos/Marco Plácido)


Por do sol

(00:00 – 00:19) – Introdução

(00:20 – 00:34) -- Quero que você me diga por que a vida é assim? /Por que as águas estão tão paradas?

(00:35 – 00:47) -- Talvez lágrimas sejam palavras entupidas?/Talvez a solução sejam medalhas de ilusão?

(00:48 – 00:55) --  Quero pensar que podemos mudar

(00:56 – 01:17) -- Nosso mundo vai se transformar num blues (imundo?)/nosso mundo vai se transformar num blues (no susto?)/ nosso mundo vai se transformar num blues (escuro?)

(01:18 – O por do sol será nossa salvação humana e teremos sorrisos desesperados?

365 dias com poesia -- 01 de novembro de 2014, Calma!



Calma!

Se o passado foi quando não existíamos

E o futuro quando não existiremos

Concentremo-nos no presente com alma!