pingo
estive tentando desenhar algo abstrato que me emocionasse
como qualquer sensação do passado
ainda não sei pintar no papel o sentimento que chamam saudade
e que chamarei para mim: pingo fresco de eternidade
Poesia, música e pensamentos, muitos pensamentos ao vento, pensamentos em movimento...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
365 dias com poesia, 06 de fevereiro de 2013 -- paraquedista
paraquedista
entre notas
de um perfume de vida
espremi meu olhar
que nada tem de azul,
mesmo sentido da vida,
espremi para respirar
e consegui me manter vivo
delirando perigos
deslizando em precipícios,
que nada têm de românticos,
rimam aqui porque aqui é um poema
diferente da vida
sem riscos físicos
o que me possibilita abusar e pular
entre notas
de um perfume de vida
espremi meu olhar
que nada tem de azul,
mesmo sentido da vida,
espremi para respirar
e consegui me manter vivo
delirando perigos
deslizando em precipícios,
que nada têm de românticos,
rimam aqui porque aqui é um poema
diferente da vida
sem riscos físicos
o que me possibilita abusar e pular
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
365 dias com poesia, 05 de fevereiro de 2013 -- cantiga
cantiga
“Ele se achava tão grande que podia fazer qualquer coisa!”
Era o que achavam
mas
nosso personagem não achava, ele procurava o achado
colocava todos os dias os olhos e as mãos no machado e pensava:”Posso derrubar qualquer árvore...”, mas descansava desse pensamento tolo, respirava e revolvia o passado, transformando dor em lembranças, e, enquanto narrava, sorria cada descoberta de cor antiga...
“Ele se achava tão grande que podia fazer qualquer coisa!”
Era o que achavam
mas
nosso personagem não achava, ele procurava o achado
colocava todos os dias os olhos e as mãos no machado e pensava:”Posso derrubar qualquer árvore...”, mas descansava desse pensamento tolo, respirava e revolvia o passado, transformando dor em lembranças, e, enquanto narrava, sorria cada descoberta de cor antiga...
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
365 dias com poesia, 04 de fevereiro de 2013 -- cubano
cubano
A Anderson Silva
não me interessa ficar lendo velhos poemas
mesmo os meus já se foram de mim
gosto do gosto novo de acre
do gosto novo de arte que trago, largo um
último gole dum rum cubano
último golpe num fulano que só treina não luta
encaro um artista plástico de plástico
que é rijo e
se liga nos meus defeitos
esquivando ressentimento
por não ter coragem de golpear
A Anderson Silva
não me interessa ficar lendo velhos poemas
mesmo os meus já se foram de mim
gosto do gosto novo de acre
do gosto novo de arte que trago, largo um
último gole dum rum cubano
último golpe num fulano que só treina não luta
encaro um artista plástico de plástico
que é rijo e
se liga nos meus defeitos
esquivando ressentimento
por não ter coragem de golpear
domingo, 3 de fevereiro de 2013
365 dias com poesia, 03 de fevereiro de 2013 -- A correnteza
A correnteza
ainda há pouco estava brincando de aprender a falar andava na praia e meu pai duvidava de quantos cachorros-quentes eu iria comer não faz muito tempo aprendi a ceder um pedaço de bife para meu filho mais novo os mais velhos sofreram com um pai lutando pela vida sem saber muito bem qual direção tomar para descansar hoje na idade em que os cabelos brancos vão aparecendo estou sempre aprendendo que não posso parar a vida sempre nos empurra como a correnteza nos puxa para dentro do mar
ainda há pouco estava brincando de aprender a falar andava na praia e meu pai duvidava de quantos cachorros-quentes eu iria comer não faz muito tempo aprendi a ceder um pedaço de bife para meu filho mais novo os mais velhos sofreram com um pai lutando pela vida sem saber muito bem qual direção tomar para descansar hoje na idade em que os cabelos brancos vão aparecendo estou sempre aprendendo que não posso parar a vida sempre nos empurra como a correnteza nos puxa para dentro do mar
sábado, 2 de fevereiro de 2013
365 dias com poesia, 02 de fevereiro de 2013 -- mACHADO
mACHADO
A Lucio Muñoz
Só acha quem quer achar
(trabalho)
Um achado é um pedaço de
Dente de tigre da criatividade que grita
(enrola a língua e diga que me ama)
Voo de águia de peixe agulha de fio de malha cerzido
Achar um pedaço de ilusão
É só para quem procura
Curar a solidão de olhos sem paixão com mistério
A Lucio Muñoz
Só acha quem quer achar
(trabalho)
Um achado é um pedaço de
Dente de tigre da criatividade que grita
(enrola a língua e diga que me ama)
Voo de águia de peixe agulha de fio de malha cerzido
Achar um pedaço de ilusão
É só para quem procura
Curar a solidão de olhos sem paixão com mistério
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
365 dias com poesia, 01 de fevereiro de 2013 -- cosmo e damião
cosmo e damião
Aos compadres Naná e Pereira
na vida ajudar não é obrigatório na vida corrida que levamos vamos nos distanciando de tudo de todos e às vezes nem percebemos que chove que os sonhos morrem e que com eles morremos todos enquanto nos isolamos com desgosto poderíamos rir de nossas dificuldades e juntos nos ajudarmos com carinho de pessoas normais mas de vez em quando escolhemos fingir não sentir e não sentindo não sorrir e é aí onde começam os problemas todos os problemas que inventamos para correr e nos distanciarmos não dos outros mas de quem somos e aí de vez esquecemos o cosmo e o damião (que é a ilusão)
Aos compadres Naná e Pereira
na vida ajudar não é obrigatório na vida corrida que levamos vamos nos distanciando de tudo de todos e às vezes nem percebemos que chove que os sonhos morrem e que com eles morremos todos enquanto nos isolamos com desgosto poderíamos rir de nossas dificuldades e juntos nos ajudarmos com carinho de pessoas normais mas de vez em quando escolhemos fingir não sentir e não sentindo não sorrir e é aí onde começam os problemas todos os problemas que inventamos para correr e nos distanciarmos não dos outros mas de quem somos e aí de vez esquecemos o cosmo e o damião (que é a ilusão)
Assinar:
Postagens (Atom)